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Total de Dicas postadas: 520

Data: 19-10-2019

Número: 1015

As Dicas de hoje continuam resultando de uma pesquisa que venho fazendo há anos sobre o assunto CONTROLE EMOCIONAL, 
NOTA – Ao final destas Dicas que deverão ser concluídas na próxima semana, baseadas no livro de Dharma Singh Khalsa, M.D., a respeito de “Controle Emocional”, farei importantíssimos comentários sobre todo este instrumental que venho apresentando para estudo mais específico na área do esporte, e espero que o seu conteúdo venha a ser desenvolvido em nível internacional.
(Continuação das Dicas da semana passada) ...
Porém, seus sentidos continuam a acompanhar a cobra. Vamos dizer que seus sentidos notam que a cobra é feita de plástico. Quando seu neocórtex descobre que a cobra é de plástico, ele comunica ao seu sistema límbico: Relaxe, não há perigo. Assim, o sistema límbico participa ao seu organismo que ele pode se acalmar. Não há mais adrenalina. Fim da crise.
Mas, se você fosse um passarinho, sem um neocórtex, permaneceria assustado com a cobra de plástico. Você teria de ter um cérebro de passarinho para não perceber que a cobra de plástico não morde.
Contudo, se você se deparasse com uma cobra e ela balançasse seu chocalho, seu neocórtex avisaria ao seu sistema límbico do perigo, ordenando: Fique com Medo! Fique com muito medo! Aí seu sistema límbico iria desencadear uma torrente de substâncias químicas estimulantes que lhe dariam forças para escapar da cobra, principalmente através do estímulo químico chamado noradrenalina. A noradrenalina fortalece a memória, assim como toda a musculatura. A experiência de topar com uma cascavel ativaria sua memória. Seu cérebro seria tão carregado com noradrenalina que a cobra ficaria gravada na sua memória.
A torrente de noradrenalina que é liberada numa crise emocional é responsável pelas nítidas memórias de eventos emocionalmente desagradáveis. Noradrenalina em demasia é tão ruim para a memória quanto nada dela.
O estímulo límbico pode, facilmente, ficar sobrecarregado se o estresse de um evento foi intenso demais. As substâncias químicas necessárias para produzir a memória podem ser disseminadas ou reprimidas por um trauma muito grave. Isso explica por que, às vezes, temos amnésia e reação a acontecimentos pessoais devastadores. É também a razão pela qual numa situação muito estressante sucumbimos ao efeito pânico e agimos de maneira irracional.
            O ponto final dessa turnê pelo cérebro será uma rápida espiada na surpreendente (quase mágica) substância química neurológica - os neurotransmissores - que tornam seu cérebro a máquina pensante mais inacreditável do Universo.
            A imagem dos cartunistas em relação ao pensamento é uma lâmpada acesa, o que não está muito longe da realidade. As células cerebrais funcionam à base de eletricidade. Na verdade, seu cérebro tem uma corrente elétrica fluindo, neste exato momento, o suficiente para acender uma lâmpada de 25 watts.
Os pensamentos viajam através das células cerebrais em correntes elétricas. Enormes cadeias de célula’s cerebrais se acendem com energia elétrica para formar memórias e pensamentos completos. Se parte dessa reação em sequência da corrente bioelétrica for interrompida, a memória, ou o pensamento, ficam incompletos ou são destruídos.
As células cerebrais são capazes de construir essa corrente de memória (que é conhecida como trilhas de memória) devido às suas formas. Diferentemente de muitos outros tipos de células, a maioria das células cerebrais são alongadas. Na verdade, elas são formadas como as árvores, com um sistema de ramificações numa das extremidades, e na outra um sistema de raízes. É claro que elas são apenas árvores inacreditavelmente pequenas - 20 mil delas se encaixariam na cabeça de um alfinete.
As raízes do neurônio são camadas de axônios. As informações fluem para os axônios a partir das ramificações dos neurônios vizinhos. Em seguida, na forma de um impulso elétrico, essas informações viajam para cima em direção ao tronco do neurônio, que é o corpo celular. Finalmente, elas alcançam as ramificações, ou dendritos. A partir dos dendritos, o impulso nervoso viaja para os axônios de outro neurônio. E assim, forma-se um pensamento ou memória completa semelhante a uma cadeia.
Como os dendritos fazem as conexões que permitem a ocorrência de pensamentos e memórias, eles são de enorme importância para a função cerebral. Quanto mais dendritos e conexões você tiver - e, também, quanto mais saudáveis forem os dendritos - mais inteligente você é. Nos pacientes com mal de Alzheimer, bilhões de dendritos aos poucos enfraquecem e morrem. Mais do que qualquer coisa, provavelmente é a ausência de dendritos que destrói os cérebros dos pacientes do mal de Alzheimer.
Nos últimos anos os pesquisadores provaram que dendritos novos podem ser estimulados a crescer. Muitas das medidas terapêuticas submetidas aos pacientes do programa de longevidade cerebral têm a intenção de otimizar o crescimento deles. Apesar de os dendritos alcançarem as raízes dos axônios de neurônios vizinhos - a fim de levar adiante os pensamentos e as memórias - as células cerebrais realmente nunca se tocam. Há sempre uma minúscula abertura entre os neurônios, e esta é chamada de sinapse. Os pensamentos e as memórias alcançam essas aberturas nadando através deles em substâncias químicas chamadas neurotransmissores.
Quando um impulso elétrico de pensamento atinge a ponta de um dendrito, ele é transformado num neurotransmissor. Esse, por sua vez, flui para a abertura entre as células. Quando alcança a próxima célula, o neurotransmissor se fixa. Isso cria uma carga elétrica naquela célula e, desse modo, o pensamento continua a viajar.
Provavelmente, há pelo menos 100 neurotransmissores, muitos dos quais são chamados neuropeptídios. Mas, somente seis integram a maioria dos processos cognitivos (aquisição de conhecimento). Uma das coisas mais fascinantes de toda a neurociência é que cada um desses neurotransmissores (ou neuropeptídios) tem uma função distinta e carrega diferentes tipos de humor e sensações. Por exemplo, um causa excitação, outro relaxamento, e ainda outros transportam a maior parte de nossa memória.
Podemos ajudar a controlar nosso humor e recobrar nossa memória apenas estimulando a liberação de vários neurotransmissores. Desse modo, obteremos um mecanismo extremamente eficaz para colocar a matéria acima da mente.
Eis os seus Seis Maiores neurotransmissores. Quando você entender suas funções, conseguirá outra chave para destrancar a porta de seu potencial intelectual e sua sabedoria emocional.  ... (Continua nas Dicas da próxima semana)
 
 

    

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