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Total de Dicas postadas: 488

Data: 02-03-2019

Número: 986

As Dicas de hoje farão comentários sobre a fragilidade mental no universo de tenistas, um item que podemos considerar completamente deficiente nos praticantes tanto deste como dos demais esportes no contexto internacional.
Não vou falar como se fosse o “Papa” do tênis, dando ordens de comportamento mental para os meus súditos. Vou falar apenas como um interlocutor estudioso da área de comportamento mental, tentando dar minha contribuição individual para melhorar a qualidade do aprendizado sobre esta ainda muito deficiente área de controle do comportamento mental de toda a comunidade esportiva, seja a do nível de iniciantes, até a do nível mais elevado no âmbito de competições internacionais.
Os melhores sacadores do mundo fazem inúmeros “aces” durante seus jogos, mas cometem duplas-faltas nos momentos decisivos. Mesmo com as mais brilhantes performances de aproveitamento de primeiro serviço percebe-se que esses magníficos atletas ainda precisariam treinar mais seu saque, pois o que nós técnicos colocamos é que não adianta fazer inúmeros “aces”, mas se cometer algumas duplas-faltas precisamente nos momentos decisivos de maior pressão.
Esta é uma grande verdade a ser absorvida pela população de atletas de todos os esportes do mundo, retratada na observação baseada no tênis de que não adianta que o atleta faça inúmeros “aces” durante a partida, mas que cometa duplas-faltas precisamente nos momentos decisivos de maior pressão. 
Cheguei a ser, em determinada ocasião nos anos 60, o jogador número cinco do Brasil e tinha consciência de que o único golpe cuja melhoria de performance dependia só e exclusivamente de mim era o saque.
No conceito intelectual dos norte-americanos treinar muito o saque significa deixar esse golpe “spagetti like”, isto é, “macio como macarrão”.
Por isso eu resolvi passar a treinar 300 saques por dia. Faça como eu, juntando um saquinho com 50 bolas e executando 300 saques por dia. Veja em meu livro os dez locais em que você deverá treinar para dirigir seus saques, mirando trinta repetições em cada um deles até chegar aos 300 saques. E nos fins de semana, quando tinha mais tempo, eu ia para a parede com uma dúzia de bolas e praticava 1.200 saques por dia, trocando horas de lazer por um precioso treinamento voltado para o esporte que eu tanto amava.
Esse inusitado treinamento me permitia fazer até três “aces” em apenas um “game”, e porque eu quase não usava a segunda bola de saque, eu raramente cometia duplas-faltas. E por conta dessa regularidade conseguida através de muito treinamento eu podia me dar ao luxo de arriscar um segundo saque mais potente quando ganhava folgadamente por 40x0 ou 40x15.
Veja o desespero e pressão psicológica que você estará passando para seu adversário, ao analisar que ele se vê constantemente ameaçado de perder o saque, enquanto analisa que não está tendo a menor chance de quebrar o saque do adversário!
Eu treinava essa barbaridade porque era um apaixonado pelo tênis e via minha atividade profissional como se fosse um divertimento, em oposto ao pensamento daqueles que jamais chegam a ser atletas expoentes, porque consideram que seu esporte é uma desgastante profissão, um trabalho cansativo. Só larguei o tênis porque a gente ganhava muito pouco dinheiro, muito pouco mesmo naquela época e ainda era grana de maneira irregular. 
Todos os atletas de Brasília lembram do incansável Carlos Eduardo Chabalgoity. Enquanto os demais garotos se reuniam para conversar nas arquibancadas do clube, ele ia, um a um, convidando-os para treinar e foi com esse comportamento que Chabalgoity se tornou bi-campeão mundial juvenil. Ele poderia ter chegado ao estrelato profissional, se não tivesse sido atrapalhado por injunções adversas à sua brilhante determinação.
A lição é, portanto, a seguinte: “Você pode ter dois metros de altura e fazer muitos “aces”, todavia o mais importante é ... (Continua nas Dicas da próxima semana)

  

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