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Total de Dicas postadas: 452

Data: 19-05-2018

Número: 950

As Dicas de hoje irão insistir num problema que já levantei no final da década passada através de artigo que se encontra em meu site com o título “O Perfil do Tenista do Terceiro Milênio”.
Lembrei ali que a ATP (Associação de Tenistas Profissionais) gerou grandes mudanças na história do tênis. É que, antes da criação da ATP quem ganhava Wimbledon - piso de grama que exigia apenas um perfeito jogo de rede - era eleito o melhor jogador do mundo. Mas esse quadro mudou após a ATP instituir que torneios disputados em pisos rápidos e lentos passariam a contar pontos para um “ranking” que indicaria o melhor tenista internacional.
Essa nova regra promoveu a valorização do jogo de fundo de quadra, deixando cada vez mais evidente a necessidade de os melhores do mundo neste terceiro milênio passarem a ser jogadores completos, capazes de ganhar em qualquer tipo de piso. Reforça esta afirmação o fato de que a quebra de recorde é uma característica inerente ao próprio homem, esse ser que vive em busca de sua constante superação.
Outro fato que tem provocado sensíveis mudanças no tênis é a presença cada vez maior da televisão nos eventos esportivos, aumentando o interesse do grande público pelos torneios, mas exigindo, em contrapartida, certas adaptações ao caro aluguel do tempo da mídia. Por conta disso, quase todos os torneios internacionais, que antes eram disputados em melhor de cinco “sets”, passaram a ser jogados em apenas três “sets” e também o tempo dos jogos foi encurtado, com a adoção do sistema de “tie-break”.
Essa redução do tempo das partidas provocou um grande aumento do número de torneios mostrados pela televisão, atraindo cada vez mais o interesse do público pelo tênis e gerando o envolvimento de milhões de dólares em benefício de investidores e atletas. Resistem a essa adaptação ao tempo da mídia as tradições dos torneios internacionais chamados de “Grand Slams” (Australian Open, Roland Garros, Wimbledon e US-Open) e também a Copa Davis, que continuam adotando a regra de melhor de 5 “sets” em todos os jogos. Mas essa tradição acabará caindo por terra, porque também tem provocado contusões que deixam muitos tenistas fora das quadras por longo tempo. 
Deixo aqui registrado o meu mais veemente apelo no sentido da adaptação do tênis às realidades atuais, encarecendo aos dirigentes internacionais que revejam essa tradição antiquada dos “Grand Slams” jogados em melhor de 5 “sets” e também revisem os sistemas de iluminação das quadras e de proteção contra chuvas. Outro aspecto que também reforça meus argumentos é o fato de que inúmeras pessoas deixam de viajar novamente para assistir a jogos de “Grand Slams” porque gastaram razoável soma de dinheiro no ano anterior para assistir a cinco dias de jogos, mas na realidade acabaram vendo apenas dois dias e pouquíssimos jogos, por conta de chuvas. Envolvendo milhões de dólares, esses torneios têm que se adaptar à realidade tecnológica atual, a exemplo do que já foi feito em vários outros esportes, adotando tetos fechados ou retráteis em no mínimo meia dúzia de quadras e passando a usar o sistema já disponível de iluminação que não provoca fotofobia.
Insisto, finalmente, que esse comportamento histórico de se jogar somente com a luz do dia encontra-se completamente ultrapassado, já se podendo passar para o arquivo dos livros essa longa tradição na história deste magnífico esporte.

    

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