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Data: 14-02-2020

Número: 1026

Ainda no final do segundo milênio escrevi o documento “O Perfil do Tenista do Terceiro Milênio”
 (Continuação das Dicas da Semana passada) ...
Somente com o encurtamento dos games, através do sistema de “tie-break” foi possível aumentar-se o número de torneios no circuito internacional, atraindo com isso a publicidade dos investidores internacionais, transformando o tênis atual num esporte que envolve cada vez mais a presença de grandes somas de dinheiro, beneficiando atletas e promotores dos eventos.
Se de um lado há o envolvimento de grandes somas de capitais investidores, é mais que natural que do lado dos atletas estes sejam cada vez mais atraídos pelo interesse no sentido do aprimoramento da técnica do esporte, no sentido de atingirem a perfeição, principalmente porque as somas milionárias dos patrocínios e prêmios resultam naturalmente no aparecimento de milhares de interessados no esporte.
E assim é que cheguei à conclusão naquele artigo que o perfil do tenista do terceiro milênio seria o de um atleta cada vez mais completo, que poderia jogar tanto em quadras rápidas como em pisos lentos, com um bom jogo de fundo e um especial jogo de rede a serem utilizados de maneira brilhante, cada um dentro de seus momentos adequados.
Passo, neste momento, a acrescentar uma experiência que fiz com alguns atletas candidatos a campeões, pois vi que seria mais um pequeno detalhe que naturalmente passaria para o acervo geral do estilo dos grandes campeões neste  milênio.
Ao atleta que bate o “backhand” com apenas uma das mãos estou-lhe dando também como alternativa a capacidade de devolver como “two-handed grip” saques que lhe chegem muito altos para golpear a bola.
E ao atleta que bate o “backhand” com o estilo “two-handed grip” estou-lhe dando também maior capacidade de chegar correndo para perto da rede e aprender a golpear com um pouco de “spin” as bolas em que todo “two-handed grip” só consegue dar “slice” quando precisa bater a bola com apenas uma das mãos para conseguir alcançar a bola muito distante de seu corpo. Neste caso, normalmente o “slice”, por ser uma bola lenta, permite que o adversário execute uma passada no oponente a 150 km/h.
Para o “two-handed grip” alcançar a perfeição nesse golpe é aconselhável que ele o treine muito na parede, batendo as bolas devagar, para que elas lhe cheguem bem baixas em sua esquerda. Ele deverá usar a empunhadura continental de esquerda e fazer o movimento circular da cabeça da raquete chegando bem perto do chão, vindo de cerca de 30 cm abaixo do ponto de contato para atingir a bola e conseguindo com isso executar o golpe com “spin”.
Por conta disso, arrisco-me em delinear que o perfil do tenista deste  milênio será o de um atleta com todas as características de um Federer e de um Nadal, adicionadas às virtudes específicas de cada um desses dois grandes fenômenos da atualidade. Assim, o jogador com as características de um Federer passará a executar aqueles golpes de bola muito alta em sua esquerda imitando o sistema “two-handed grip” espetacularmente efetuado por Nadal. E o jogador com as características de um Nadal, para executar aqueles golpes de bola adversária cruzadinha, muito baixa e próxima da rede, em que tenha que bater a bola com apenas uma das mãos para poder alcançá-la, passará a imitar o Federer, golpeando essa bola com “spin”. A vantagem da execução desse golpe é que o “spin” faz a bola passar mais alta pela rede que o “slice”, além do fato de que o “spin” também fará com que a bola caia mais rápido em direção ao chão, reduzindo a chance de a bola cair fora no fundo da quadra adversária.
E este será o perfil do tenista do milênio, até que apareçam novas criatividades.
 

    

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