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Data: 13-07-2019

Número: 1001

É muito comum verificar-se o cometimento de duplas-faltas nos momentos de pressão até pelos melhores jogadores do mundo.
Tive a oportunidade de visitar a academia Harry Hopmann, em Tampa-USA e o seu “Head Pro” (Profissional Cabeça) me levou à quadra de grama n. 1 para me mostrar um pequeno quadrado de 30/30 cm, onde Sampras havia dado 38 saques seguidos dentro daquele pequeno espaço. Sampras treinava muito seu saque, por ter consciência de que mais de noventa por cento do bom desempenho desse golpe são responsáveis por seu sucesso para vencer cada ponto. Ele tinha uma performance de aproveitamento de primeiro saque tão alta, que o levava a fazer inúmeros “aces”. Por isso a maioria de seus “games” chegava aos 40x0 e raramente 40x30 e isto lhe dava tanta confiança que, quando raramente ele ia executar um segundo saque, tinha tanta confiança naquele golpe que o executava como se fosse o primeiro saque e quase nunca cometia duplas-faltas.
Cheguei a ser, em determinada ocasião dos anos 60, o jogador número dois do Rio de Janeiro e cinco do Brasil e Jorge Paulo Lemann era o número um do Rio e do Brasil. Eu tinha total consciência de que o único golpe cuja melhoria de performance dependia apenas de mim era o saque. Por isso eu treinava 300 saques por dia e nos fins de semana, quando tinha mais tempo, ia para a parede com uma dúzia de bolas e praticava 1.200 saques por dia, divertindo-me com esse precioso treinamento.
Eu até treinava sacar de olhos fechados, para aumentar a precisão do meu lançamento de bola. Lembro que para se ter sucesso com os olhos fechados é preciso que se faça o movimento de corpo com os olhos fechados, mas estes direcionados para o local do impacto raquete-bola, como se estivéssemos olhando para a bola.
No conceito dos norte-americanos treinar muito o saque significa deixar esse golpe “spagetti like”, isto é, “macio como macarrão”.
Mas eu treinava tanto porque era um apaixonado por tênis e via minha atividade como se fosse um divertimento, em oposto ao pensamento daqueles que jamais chegam a ser atletas expoentes, por considerarem seu esporte uma desgastante profissão, um trabalho cansativo.
Por conta daquele treinamento incessante, em determinadas ocasiões eu chegava a fazer dois a três “aces” num “game” e quase não cometia duplas-faltas. E por conta dessa regularidade conseguida através de muito treinamento eu podia me dar ao luxo de arriscar um segundo saque mais potente quando ganhava folgadamente por 40x0 ou 40x15.

Todos os atletas de Brasília lembram do incansável Carlos Eduardo Chabalgoiti. Enquanto os demais garotos se reuniam para conversar nas arquibancadas do clube, ele ia, um a um, convidando-os para treinar e foi com esse comportamento que Chabalgoiti se tornou bi-campeão mundial juvenil. Ele poderia ter chegado ao estrelato profissional, se não tivesse sido atrapalhado por injunções adversas à sua brilhante determinação. A lição é, portanto, a seguinte: “Você pode ter dois... (Continua nas Dicas da próxima semana) 

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