Top Tennis

350 figuras, ilustrações e gráficos

169 páginas de alta qualidade

Texto de fácil assimilação

Totalmente colorido

Conteúdo do Site

Pesquisa


Untitled Document

 

Total de Dicas postadas: 515

Data: 11-10-2019

Número: 1014

As Dicas de hoje continuam resultando de uma pesquisa que venho fazendo há anos sobre o assunto CONTROLE EMOCIONAL, 
- Peço licença a Dharma Singh Khalsa, M.D. para divulgar o resumo que fiz de partes de seu livro “Longevidade do Cérebro”, com o objetivo de atrair para a leitura dessa magnífica obra todos os atletas, técnicos e os demais envolvidos no estudo do assunto “Controle Emocional”.
(Continuação das Dicas da semana passada) ..
A primeira coisa que os hormônios supra-renais fazem é seguir até o coração e alterar a freqüência cardíaca. Em conseqüência, você obtém mais sangue para levar aos músculos e ativar o cérebro. Os hormônios das supra-renais também contraem as artérias, o que ajuda a dar velocidade ao fluxo sanguíneo. Essa contração também pode provocar um esfriamento nos membros. Assim, você fica com os pés gelados, o que é provocado pelo medo.
Os hormônios das supra-renais fazem com que a musculatura fique momentaneamente rígida, colocando uma expressão em seu rosto que identificamos como medo. Isso também pode fazer com que você fique imóvel por alguns instantes - você ficará congelado (um mecanismo de sobrevivência que fazia com que nossos ancestrais ficassem menos visíveis aos animais predatórios).
Esse mecanismo de congelamento também ajuda a garantir a sobrevivência de outra maneira: ele dá ao neocórtex racional um ou dois segundos para pensar, fazendo com que ele domine os instintos irracionais do sistema límbico. A seguir, a adrenalina faz com que o açúcar do sangue saia do fígado, gordura e músculos, o que lhe dá mais energia para compensar suas imediatas necessidades físicas.
Os hormônios supra-renais também produzem algumas das funções metabólicas, não muito essenciais, para acalmar ou até interromper essa alteração. À medida que o sangue for deixando seu estômago, sua digestão ficará excessivamente inibida. Isso pode motivar a sensação de frio no estômago, e você pode ficar sem apetite.
A reação de estresse é um instrumento maravilhoso, mas apenas para os problemas superáveis e de curto prazo. Provavelmente, o estresse já salvou sua vida uma ou duas vezes, fazendo com que você se livrasse de um carro em alta velocidade, ou evitasse quebrar seu pescoço durante a prática de um esporte violento. Essa reação também pode ter ajudado você a salvar sua carreira profissional, fazendo com que você fizesse o impossível durante uma crise no emprego.
Quando os problemas surgirem, tente não reagir além do normal. Deixe que seu neocórtex racional converse com sensatez com seu emocional sistema límbico. Em outras palavras, tente sobrepor a mente à matéria. Mas você também pode evitar a reação de estresse crônica, sobrepondo a matéria à mente. Exemplo: beba menos café. Se as supra-renais não estiverem em constante comoção pela cafeína, você não desencadeará reação de estresse todas as vezes que tiver um pequeno problema.
            O sistema límbico é onde a mente e o corpo se encontram. É onde o sistema endócrino, diretamente, faz uma interface com o cérebro. É, também, onde o pensamento encontra a emoção. É ali que são produzidas as emoções e as respostas físicas do corpo às emoções, em coordenação com o cérebro racional, o neocórtex.
Antes de o sistema límbico decidir se fica excitado ou deprimido sobre um determinado evento, ele consulta o neocórtex para obter o máximo de informações possíveis. O sistema límbico e o neocórtex trabalham em conjunto, a fim de formar seus pensamentos e emoções e determinar as respostas físicas do corpo àqueles pensamentos e emoções.
Por exemplo, vamos dizer que você se deparou com uma cobra. Seus sentidos obtiveram informações sobre a cobra e as mandaram para o sistema límbico. Este, então, organiza essas informações e as passa para o analítico neocórtex. Seu neocórtex, nesse caso, comunica ao sistema límbico: Isto é uma cobra e pode ser perigosa. Seu sistema límbico fica assustado. Ele emite um choque de adrenalina, via sistema endócrino, e você pula.
Porém, seus sentidos continuam a acompanhar a cobra. Vamos dizer que seus sentidos notam que a cobra é feita de plástico. Quando seu neocórtex descobre que a cobra é de plástico, ele comunica ao seu sistema límbico: Relaxe, não há perigo. Assim, o sistema límbico participa ao seu organismo que ele pode se acalmar. Não há mais adrenalina. Fim da crise. (Continua nas Dicas da próxima semana)
 

    

TAGS: 

Anterior - Próxima