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Data: 15-02-2019

Número: 984

(Continuação das Dicas da semana passada) ...
            No terceiro “set” Federer melhorou sua performance de aproveitamento de primeiro saque, fechando o “set” por 6/4, não obstante tenha ficado nítido para os espectadores que ele estava errando muito seus golpes de fundo de quadra.
            E a leitura do quarto “set” foi que Federer voltou a sacar mal, enquanto Del Potro jogava cada vez mais à base de primeiro saque, resultando em que essas duas vantagens técnicas favorecessem Del Potro a ganhar esse “set” por 7/6 (7/4).
            E no quinto “set” o lado mental de Federer foi lá para baixo, enquanto o de Del Potro cresceu mais ainda. Já perdendo por 1/0 Federer só jogou à base de segundo saque, perdendo esse “game” e aumentando mais ainda a moral de Del Potro, ao se ver favorecido já com 2/0 no início desse último decisivo “set”.
            Del Potro chegou ao 4/2 e fechou o 5/2, fazendo seu saque com “game” a “zero”.
            E a despedida de Federer se deu com sua décima segunda dupla-falta no jogo (normalmente ele quase não as comete), quando sacava num 2/5, 40x40, levando Del Potro em seguida a fechar brilhantemente a partida por 6/2.
            Um comentário final que faço sobre a baixa performance de aproveitamento de primeiro saque de Federer é que ele deveria estar mais atento para analisar seus sistemáticos erros de saque, cujos primeiros saques iam sistematicamente cerca de dez centímetros fora dos retângulos de saque. Ao perceber esses constantes erros devemos botar em prática aquilo que chamamos de “ESTATÍSTICA DOS ERROS” (ver em meu livro). Como os saques de Federer estavam quase sempre caindo fora, sua tática para corrigir este problema deveria ter sido passar a bater com muito “spin” mais por cima da bola, para que ela começasse a cair mais rápido em direção ao chão, para dentro dos limites do retângulo de saque.
            Também aplicando o conceito de “ESTATÍSTICA DOS ERROS”, caso, por exemplo, estejamos sacando e nossas bolas comecem a bater sistematicamente na rede, deveremos corrigir esse erro batendo o saque um pouco mais por baixo da bola. Não esqueça de que nos dois casos acima você deve golpear a bola com muita força, mas prioritariamente com muito “spin”, para que a bola passe mais alta da rede, e o “spin” também faça com que ela caia mais rapidamente em direção ao chão, evitando o erro fora dos limites do retângulo de saque.
            E a outra observação a fazer sobre o saque de Federer nesse dia é que ele também não ficou atento para o aspecto “ESTATÍSTICA DOS ERROS”, por não analisar que quase todos os seus saques abertos efetuados de seu lado esquerdo da quadra para o “backhand” de Del Potro não passavam da rede. A primeira informação técnica é que a rede é proporcionalmente mais alta, se comparada a distância do saque executado na diagonal com a do saque efetuado para o retângulo de saque no meio da quadra do adversário. Por este motivo, quando se saca da esquerda para o “backhand” de um adversário destro deve-se flexionar mais os joelhos, de modo a com isso se bater com “spin” um pouquinho mais por baixo da bola.

            Faça a seguinte experiência. Pegue uma grande fita métrica e meça do local em que você deverá sacar para as duas diferentes distâncias da rede, uma delas quando você saca na direção da linha de saque do centro do retângulo de saque da quadra adversária e a outra quando você saca na diagonal. Perceberá que a rede ficou proporcionalmente cerca de 50 centímetros mais alta para o saque na diagonal, comparada com a distância da primeira situação. E foi o fato de Federer não ter analisado isto que o levou a jogar tantas e tantas bolas na rede quando tentou dar o primeiro saque, da esquerda para a direita, em diagonal no “backhand” de Del Potro. (Continua nas Dicas da próxima semana) 

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